Homem sem orelha torturou empresário durante roubo

Sem orelha e cruel. Essas duas características destacadas por um empresário, de 42 anos, torturado e roubado no início do mês no Tatuapé, Zona Leste, foram o ponto de partida para a Polícia Civil prender um dos mais violentos roubadores em ação na cidade de São Paulo.

O motoboy Daniel Tadeu Santos Ovando, de 27 anos, foi preso na sexta-feira (13), por integrantes da 2ª Patrimônio (Delegacia de Repressão a Roubo de Jóias) do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Entre suas estratégias de convencimento é surrar a vítima, depois encharcá-la com gasolina e friamente ficar acionando a espoleta do isqueiro. Segundo o delegado Júlio César Teixeira, titular da DRRJóias, Ovando é apontado como integrante de uma gangue conhecida com “Mooca Chapa Quente”. “O alvo do grupo são orientais. Jogam líquidos inflamáveis nas vítimas e ameaçam por fogo caso não entreguem o dinheiro”, disse o delegado. Para Teixeira, o grupo resolveu mudar o alvo.

No dia 6, Ovando e outras cinco pessoas invadiram uma fábrica de jóias. Agrediram pelo menos 10 pessoas, inclusive mulheres. Depois pegaram o proprietário. Inicialmente o surraram. Depois a ameaça de atear fogo para conseguir levar metais preciosos, matéria prima da empresa. A equipe da DRRJóias recolheu as informações. O detalhe da mutilação de um dos invasores permitiu direcionar as investigações. Um trabalho junto aos arquivos do Deic, mais trabalhos dos policiais, indicou possíveis locais onde o grupo marcava encontros de negócios. Os policiais obtiveram a informação que Ovando estaria circulando na região da praça Dom Orione, nas proximidades do Mercado Municipal. A equipe o identificou e prendeu.

As vítimas o reconheceram. Outros dois envolvidos foram reconhecidos no ataque: o servente Pedro Henrique da Rocha Júnior, de 26 anos, e o ajudante Ricardo Schnider Remorini, de 25. A dupla está foragida. Preso envolvido em morte de menino durante assalto A morte de um garoto foi o saldo violento de uma ação de um grupo durante o roubo contra funcionários responsáveis pela manutenção de caixas eletrônicos. O homem apontado como o responsável pelo disparo foi preso ontem pela Polícia Civil. O crime aconteceu em abril na Zona Sul. Sete meses antes, o mesmo indivíduo participou das execuções de dois seguranças em um roubo de carro-forte na mesma região. A detenção, realizada por integrantes da 2ª Patrimônio (Delegacia de Repressão a Roubo de Jóias) do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) aconteceu no bairro de Guarapiranga, também na Zona Sul.

Os policiais prenderam o armador Márcio do Nascimento Conceição, o Apagão, de 27 anos. A equipe chegou até ele depois de prender, no dia 13, outro participante do duplo latrocínio, o ajudante Alessandro dos Santos Faria, de 28. O cruzamento de informações permitiu ligar os dois aos crimes. O assalto ao carro forte aconteceu em 11 de setembro na estrada Guavirituba, Jardim Canguara. O grupo de Conceição cercou os seguranças e abriu fogo. Dois seguranças morreram e dois foram feridos. Em 15 de abril, a quadrilha atacou funcionários que realizavam a manutenção de caixas eletrônicos em um mercado localizado na rua Antônio Lopes de Medeiros, no Grajaú. Houve um tiroteio e o estudante Michael Victor Rosário Ribeiro, de 8 anos, recebeu um Tito de fuzil e morreu.

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