Dinheiro da delação premiada é doado pela Justiça Federal de SP para restaurar casa da Baronesa Angélica

Tá sobrando dinheiro na Justiça Federal. Que bom! Segundo a assessoria do Judiciário Federal de São Paulo, graças à doação de R$ 200 mil pela JF, parte da história de São Paulo está sendo resgatada na região de Higienópolis, tradicional bairro paulistano.

Com a verba – diz a JF-, foi possível concluir a restauração de uma antiga sala, do final do século XIX, conhecida como sendo da Baronesa Angélica e hoje pertencente à Associação das Damas de Caridade de São Vicente de Paulo.

Localizado na alameda Barros, 539, o Memorial da Baronesa Angélica será aberto para visitação pública e terá como atrativo o resgate da memória de Maria Angélica Sousa Queirós de Barros (1842-1929), que viveu no local e foi casada com Francisco de Aguiar de Barros, filho de Bento Pais de Barros, o barão de Itu.

A baronesa Angélica era grande proprietária de terras onde hoje se situa o bairro de Higienópolis. Até 1872, a região tinha casas-grandes, senzalas, cocheiras, plantações de chá e grandes capinzais.

Pouco depois, com a morte do marido, Maria Angélica loteou sua propriedade. Com isso, o bairro ganhou diversas ruas e avenidas, algumas delas com o nome da família (Avenida Angélica, Alameda Barros).

O Memorial da Baronesa Angélica foi instalado no imóvel que foi doado por ela para a Associação das Damas de Caridade, que abriu na época um externato para acolhimento e ensino de crianças órfãs, em funcionamento até hoje.

Familiares da baronesa (das quais três tetranetas) estiveram presentes no evento que marcou a instalação do Memorial, e se comprometeram a fornecer os objetos pessoais dela para o museu recém-criado.

“O desejo de honrar e preservar a memória da baronesa foi o que levou as Damas da Caridade a criar um memorial”, disse o professor mestre em História Evandro Faustino, responsável pela montagem e curadoria do museu.

“Quando me contaram que a Justiça Federal estava doando uma verba destinada não apenas para a caridade, mas para um memorial, fiquei surpreso e maravilhado. Infelizmente a preservação da memória neste país é pouco valorizada, o que faz dessa atitude um ato nobre e inovador”, disse Evandro.

Além dos familiares, professores e das damas de caridade, também esteve presente na instalação do museu o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

Os valores doados pela Justiça Federal são provenientes de delações premiadas e bazar beneficente realizados pela 6ª Vara Criminal. (RAN)

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1 comentário

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Uma resposta para “Dinheiro da delação premiada é doado pela Justiça Federal de SP para restaurar casa da Baronesa Angélica

  1. São Tomé

    Será que vai sobrar algum pra restaurar os vestidos que a Dona Lu Alckmin ganhou?? Devem estar carcomidos por traças né??

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