Augusto Peña começa a divulgar fotos e informações sobre desvio de carga de “Play Station”

Enfurecido, o investigador Augusto Peña, que, como este Bacalhau antecipou esta semana, é “uma bomba prestes a explodir”, acaba de abrir fogo com sua metralhadora giratória contra seus colegas de polícia, e promete dar os nomes dos delegados – alguns ele chama de “cardeais” – que usam o distintivo para cometer crimes no exercício da atividade funcional.

Pois bem, o sempre bem informado Blog FLIT PARALISANTE, do delegado Conde Guerra, traz hoje a reprodução de alguns e-mails ao mesmo enviado pelo investigador Peña, dando início ao detalhamento dos crimes cometidos e acobertados por delegados da polícia civil tucana.

Peña é um bicho ferido, que ficou preso alguns meses, no ano passado, acusado por vários crimes, que ele diz não ter cometido. Diz que lhe foram indevidamente imputados.

Afirma agora ter provas para acusar os verdadeiros responsáveis, provas estas que ele guarda em local não revelado, e que garante vai pôr no ventilador da internet, para que não só os blogueiros, mas também a imprensa paulistana possa noticiar.

“Como eu disse não estou onde todas as provas que são encaminhadas ao senhor (Guerra) estão depositadas”, garante.

Assim, manda um recado: não adianta irem atrás das provas em sua casa.

“Vai ser interessante quando eu indicar quem determinou para realizar esta investigação. Aí, sim, tem gente que vai infartar”, escreve Peña.

“Já disseram que gosto de teatro – enganaram-se, gosto de suspense”, observa.

E Peña manda recados:

“Entretanto, para começar a ´calar a boca´ de alguns comentaristas de plantão que gostam de ver o circo pegar fogo, vamos começar. Entretanto, por doses homeopáticas – afinal de contas – as doenças cardíacas geralmente deixam sequelas”.

Para provar que tem documentos importantes e comprobatórios, o investigador Augusto Peña manda ao delegado Guerra uma sequência de fotografias feitas de um armazém, em que foram apreendidas mercadorias contrabandeadas, um dos motivos de sua prisão, já que foi acusado de desviar os produtos, no caso jogos eletrônicos “Play Station”.

Ele informa ao Guerra:

“Doutor estão impedindo que este subscritor obtenha uma cópia do auto de exibição e apreensão do IP 112/07 que irá demonstrar o desvio de 905 da carga e a apreensão de 10%. As fotos estão em anexo (acho que a quantidade encaminhada é suficiente)”, afirma em e-mail.

“Detalhe, os ´peixões´ ladrões da carga não tinham conhecimento que este subscritor havia fotografado no dia da apreensão”.

O investigador relata que naquele fatídico dia, seis carretas apreendidas foram desviadas “e nunca tomaram rumo ao depósito da avenida São João (depósito do DEIC). O único caminhão furgão que ali compareceu depositou apenas 10% do material apreendido. Local de destino dos 90% – bolso dos contratantes das carretas e dos receptadores do material apreendido. Destino dos 10% apreendidos – venda ao próprio contrabandista”.

Irado, Augusto Peña manda um outro aviso:

“Conselho – procurem um bom médico, talvez um psiquiatra – porque advogado não vai adiantar”.

Ao relatar o que aconteceu nesse fatídico dia, Peña diz que não foi acionada a perícia para não iderntificar a quantidade de aparelhos apreendida; mais: a autoridade (delegado) não foi ao local dos fatos – resumiu-se juntamente com o diretor e chefe dos investigadores a disponibilizar através de pagamento do próprio “bolso” mais de seis carretas para a retirada da mercadoria do armazém.

E relembra:

“Ninguém foi preso logo após a presença de dois advogados amigos de policiais da Delegacia da Polícia Fazendária (Discfaz)”.

Por fim, reproduz para o delegado Guerra um e-mail encaminhado para o jornalista Josmar Josino, do “Jornal da Tarde” e de “O Estado de S. Paulo” , a quem chama de “jornalista policial”.

Nesse e-mail pergunta ao jornalista “onde e quando” seria o encontro do repórter com o investigador, a fim de lhe fornecer “as provas irrefutáveis a respeito de um dos crimes imputados em meu desfavor”.

Promete fornecer-lhe fotos, documentos e a versão da história dos “Play Station”.

E promete mais: “Inicialmente gostaria de desmascarar os verdadeiros autores deste ilícito de peculato (depósito do DEIC) – mercadorias contrabandeadas”.

Por fim, garante:

“Ficará evidente o crime praticado pelos delegados de polícia e outros ao ser comparadas as fotos da apreensão e o declarado no auto de exibição e apreensão”.

As fotos reproduzidas no Blog FLIT PARALISANTE indicariam que – de fato – a quantidade de equipamentos eletrônicos apreendidos era muito maior ao que foi noticiado à época.

Nisso Peña parecer ter toda razão.As fotos mostram uma grande quantidade de caixas.

Nobres leitores, vejam a íntegra dos e-mails encaminhados pelo investigador Augusto Peña e as fotografias que o mesmo também enviou, acessando o link abaixo do FLIT PARALISANTE. Boa leitura e não deixem o estarrecimento tomar conta de suas mentes:

http://flitparalisante.wordpress.com/2010/09/24/vai-ficar-mais-interessante-ainda/

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