Polícia de SP dá segurança em festa privada de milionários; também quero isso lá em casa

 

Ontem, sexta-feira, 22h, avenida Cidade Jardim, perto do Restaurante Bolinha. Uma festa privada, frequentada por gente milionária, que chegava em carrões importados e descia em suas roupas de grifes.

A segurança na porta, pasmem nobres leitores, era dada por policiais civis e militares.

Duas viaturas: uma da polícia civil, toda preta, com a inscrição “Polícia Civil” no capô (é de alguma divisão do tipo Anti-Sequestro, DHPP, DEIC), e outra da Polícia Militar.

Os policiais estavam ali postados, orientando o trânsito e escoltando os convidados da festa.

Este Bacalhau, que estava retido no trânsito da Cidade Jardim, no retorno para casa, ficou curioso, parou num posto de gasolina das imediações e foi perguntar para um policial militar ali presente, o que estava ocorendo.

-Fomos chamados para dar segurança nessa festa chique. O pessoal aqui parece ser judeu. É gente fina – disse o PM.

O colega dele disse que recebeu as ordens do comando da PM para somente sair dali quanto o último conviva tiver ido embora.

Um policial civil, ali também destacado, informou ao Bacalhau:

-A gente sabe que a ordem para ficar aqui veio lá do governo. É um absurdo, porque essa coisa, além de outras coisas, está tumultuando o tânsito numa via que é corredor centro-sul.

Assim, nobres leitores, fica a questão: pode o Estado fornecer segurança pública para festa privada? Se pode, também quero isso, na festa de aniversário que vou fazer no mês que vem lá em casa.

Se não pode, cadê o Ministério Público para investigar essa caca? Isso, no mínimo, é improbidade administrativa (tradução: mau uso de dinheiro público).

 Não se pode usar o dinheiro meu, seu, nosso, recolhido em forma de impostos, para beneficiar determinadas pessoas, porque o direito a segurança pública é de todos e não exclusiva. O pessoal que organizou a festa bem que poderia ter contrato uma entre as muitas empresas privadas de segurança que pertencem a delegados de polícia, que usa o cargo para se tornarem em prósperos empresários do ramo, usando estrutura pública e prestígio estatal para ficarem ricos à custa de insegurança de todos.

SE ALGUM DOS NOBRES LEITORES TIVER MAIS DETALHES SOBRE QUEM MANDOU FAZER ISSO E QUEM PEDIU, POSTE AQUI, PARA ESCLARECER À OPINIÃO PÚBLICA ESSE ABSURDO.

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7 Comentários

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7 Respostas para “Polícia de SP dá segurança em festa privada de milionários; também quero isso lá em casa

  1. Soraya

    Por favoe dêem destaque a essa informação.
    Eu, como policial, agradeço.

    No 14 º CONAPEF, numa palestra feita para mais de 100 policiais federais (cuja estrutura é similar a da Polícia Civil), eleitos para representar a categoria, o secretário nacional de Segurança Pública diz:

    “No Brasil se convencionou que autoridade policial é delegado (bacharel em direito) e isso é um escândalo. É preciso reconhecer que qualquer policial é uma autoridade”.

    Ehhhhhh, alguém descobriu a América!!!!!!!
    Já não era sem tempo. Uhuuuuuuuuu….eu também sou ‘autoridade’ policial. É evidente que para se ter uma polícia moderna, preocupada com a qualidade de prestação de serviço direcionada ao cidadão, não se deve aceitar o corporativismo carreirista dentro da instituição. Deve-se levar em conta a capacidade, experiência, comprometimento e qualidade profissional de seus policiais. Isso, independentemente de suas carreiras.

    http://www.fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/29860
    Nacional

    16/09/2010
    Segurança
    Sem medo de cara feia »

    Ricardo Brizola Balestreri tem 52 anos, formação em história e é o atual secretário nacional de Segurança Publica. Egresso do movimento pelos direitos humanos, Balestreri não tem nenhum temor em defender suas ideias sobre segurança pública, mesmo diante de interesses corporativos.

    Na tarde desta quarta-feira, 15, o secretário nacional de Segurança Pública foi aplaudido de pé depois de uma palestra de mais de 1 hora para mais de 100 policiais federais eleitos para representar a categoria no Conapef. Há mais de 20 anos militando na área de segurança pública, Ricardo Balestreri não perdeu a disposição de dialogar e acredita que aos poucos a cultura que emperra as mudanças na estrutura da segurança do país vai se transformar.

    Segundo ele, o que está por trás da resistência de setores das polícias em discutir o IPL ou ciclo completo de polícia é o temor pela perda do poder. “O inquérito policial é um instrumento de poder e alguns delegados, não são todos, têm medo de perder esse poder”.

    O secretário nacional de Segurança Pública classificou de tragédia o que aconteceu na segurança do país. “Tiraram bons policiais dos processos de apuração dos crimes e colocaram dentro de cartórios fazendo registros o dia inteiro. Papeis que não servirão para nada”, disse. O resultado é a baixa taxa de resolução de crimes. “Em alguns estados a taxa de solução de homicídios é de 10%”, frisou.

    Mas, mesmo com a identificação do problema, não é fácil mudar. Para o secretário, os cartórios, assim como os inquéritos policiais, se transformaram em instrumentos de poder. Junte-se a esse quadro a falta de um ciclo completo de polícia e o processo de segurança pública será ineficiente e com péssimos serviços prestados à sociedade. “Hoje temos no Brasil duas meias polícias e esse sistema, que é encontrado só no nosso país, não funciona”.

    Para o secretário o ciclo completo de polícia pode libertar os policiais para realizar seu trabalho de forma completa. “Se essa transformação não acontecer até a próxima década a situação irá se agravar ainda mais”, disse.

    Balestreri também criticou a falta de diálogo de algumas categorias (dou um doce para quem adivinhar qual é a categoria quer que esse sistema arcaico de segurança, tanto na federal quanto na civil, mude, se modernize – grifo meu) em relação a temas importantes para a modernização do sistema de segurança. Para ele, um dos fatores que levam a este quadro é o bacharelismo impregnado nas polícias. “No Brasil se convencionou que autoridade policial é delegado (bacharel em direito) e isso é um escândalo. É preciso reconhecer que qualquer policial é uma autoridade”.

    No final de sua palestra Ricardo Brizola Balestreri elogiou a Federação Nacional dos Policiais Federais. “A Fenapef está alguns patamares acima porque é uma entidade que debate publicamente, não só temas corporativos, mas assuntos de interesse da sociedade e da segurança pública”. Para ele isso revela coragem dos policiais e compromisso com o país.

    Balestreri deixou o plenário do Conapef depois das 7 da noite, segundo ele, com baterias renovadas. Para trás deixou uma certeza: muitos até podem não concordar com ele, mas é um homem que defende suas ideias com coragem e sem medo de contrariar interesses.

    Fonte: Agência Fenapef

  2. The Punisher

    Não existe MP em SP…….

  3. Luís

    Então vocês não conhecem a festa do peão. Um clube particular em Barretos, denominado Os Independentes, realizam uma sra. festa, instalam uma delegacia dentro do parque, um destacamento da pm dentro do parque e não retornam nada para o estado. Oneram sensivelmente a escala de plantão e muitos policiais civis saem de férias ou licença prêmio, seja para trabalhar no clube ou porque o volume de trabalho é imenso e sobra tudo na delegacia.

  4. Soraya

    Será que eles fariam a segurança da festa de minha filha de 15 anos no próximo ano? Afinal eu pago impostos tanto quanto os ‘figurões’ dos Jardins Europa, América. Só que o meu Jardim fica na zona norte da capital. Sou cidadã contribuinte mereço o mesmo tratamento.

  5. Soraya

    Cadê o Ministério Público de São Paulo?????
    Denunciem…Isso é um absurdo.

  6. Carlos

    o ministério público está preocupado apenas com a reeleição do alckmin no estado de são paulo para continuarem com polpudos salários e outras cositas mais. E a PM está no interior fazendo show de pirotecnia, inclusive helicópteros, para garantir a eleição dele. Mas vamos pro segundo turno sim e ganharemos desse indivíduo pernicioso às polícias, inclusive a PM.

  7. rosangela da silva francisco

    ueeeeeee o que tem?
    eu irei fazer uma festa e queria policiamento tambem!
    onde nao está o óbvio???????????????

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