Corregedoria conclui que chefe da Polícia Científica de SP participou de fraude em concurso

Assim que tomou posse, o secretário da Segurança Pública de São Paulo anunciou que nenhum dirigente de órgão policial investigado por suspeita de corrupção iria continuar no cargo durante a sua gestão. Matéria da Folha de S. Paulo de hoje revela que o chefe da Polícia Científica estaria envolvido na picaretagem do concurso para perito do Instituto de Criminalística.

Aquele que os parentes que não sabiam desenhar um quadrado foram aprovados, porque tinham uma anotação no verso da prova. O diretor do IC caiu logo após a denúncia vir a público. E agora secretário?

Ajudinha no acidente do Metrô

Será que são dois pesos e duas medidas? Ainda não veio a público, mas fontes deste bacalhau informam que na famosa operação Castelo de Areia – aquela que pegou a tucanada em cheio – aparece uma anotação na contabilidade da propina paga para melar a investigação do buraco do Metrô , indicando que alguém do IC recebeu dinheiro.

Consta que está anotado lá o seguinte: Linha-4 – IC –  500 mil.

Ajudinha a torturadores

E tem mais, Perioli é réu em ação civil pública movida pela Procuradoria Regional da República de São Paulo por contribuir para que as ossadas dos mortos e desaparecidos políticos encontrados no Cemitério de Perus permaneçam sem identificação. Maiores dados no link http://www.prr3.mpf.gov.br/content/view/280/. Claro que a imprensa tucana de São Paulo omitiu esta informação da sociedade para preservar o chefe.

Vejam trecho da inicial (p.21 e p.37):

“A Polícia Científica de São Paulo ludibriou os familiares e os movimentos de direitos humanos, bem como o Ministério Público Federal”

“Percebe-se, pois, que Celso Perioli e Norma Bonaccorso faltaram com a verdade, com graves repercussões”

Nota do Bacalhau: será que estão protegendo colega que assinou laudos atestando morte natural ou suicídio, quando os mortos haviam sido trucidados pela tigrada? vale a pena baixar e ler a inicial.

Veja abaixo a matéria da Folha de S. Paulo:

Corregedoria liga chefe da Polícia Científica a fraude em concurso

Investigação conclui que prova para fotógrafo foi fraudada com a participação de Celso Perioli

Folha revelou no final de 2009 que candidatos ligados a funcionários do IC foram aprovados de forma irregular

ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

A Corregedoria da Polícia Civil de SP confirmou que houve fraude no concurso público para contratação de fotógrafos para o IC (Instituto de Criminalística) e que as irregularidades tiveram participação do chefe da Polícia Científica, Celso Perioli.
Conforme a Folha revelou no final do ano passado, candidatos ligados a funcionários do IC foram aprovados irregularmente num concurso que teve 17,6 mil inscritos.
Após a reportagem, o secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, anulou a segunda fase do concurso.
Mesmo não respondendo a grande parte das questões da prova oral, eles foram selecionados com altas notas entre os 128 aprovados.
Os nomes de três deles foram registrados pela Folha em cartório oito dias antes de o “Diário Oficial” divulgar a lista de aprovados.
Na época, a Folha revelou -com base em funcionários que participaram do concurso- que uma senha irregular guiava a fraude.
São notas de “A” a “C” que foram registradas clandestinamente durante uma entrevista secreta realizada minutos antes da prova oral.
Essa anotação era feita no verso do prontuário do candidato e encaminhado para a banca de teste. O grau de dificuldade das perguntas e até as notas eram baseados nessas notas. Um “A” significava ser um amigo ou parente. Um “C” era a senha para pessoal “sem perfil”.
Os concorrentes “altamente recomendados”, como aqueles registrados pela reportagem em cartório, tinham um “A+” e aprovação praticamente garantida.
Cruzamento feito pela Corregedoria revelou que 75 concorrentes receberam nota “A+”. Desses, 95% deles foram aprovados. Por outro lado, 164 receberam nota “C”: apenas 8% passaram.
A Corregedoria confirmou a existência dessas senhas nos testes de todos os 343 candidatos submetidos à entrevista. Desse total, 25% foram anotados por Perioli.
Procurado, Perioli, que continua como chefe da Polícia Científica, não quis falar.
Além dele, outros quatro policiais são citados como envolvidos no caso.
O então diretor do IC, José Domingos Moreira das Eiras, é um deles. Ele perdeu o cargo após a Folha revelar a fraude -um parente dele estava entre os beneficiados.
No documento enviado à Promotoria, a Corregedoria confirma a existência da fraude, recomenda o cancelamento da fase do concurso, mas não indicia ninguém -apesar de citar os nomes dos envolvidos.
A Folha apurou que caberá aos promotores o indiciamento (acusação formal) de parte da banca.

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