Inquérito apura a "aventura" do Fantástico e de policiais civis de SP no interior do Mato Grosso

Este Imbroglione bem que cantou a bola ainda na noite de domingo. Aquela palhaçada, digo, operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Globo/Fantástico está dando a maior confusão. O secretário de Segurança Pública de São Paulo – relata o jornal “Folha da Região”, de Araçatuba – ligou pessoalmente para a Delegacia Seccional de Araçatuba para obter informações sobre a confusão ocorrida envolvendo sua tropa, repórteres da Globo e o filho de um fazendeiro preso em Coxim, no Mato Grosso. Isso ocorreu porque a Polícia Civil de Três Lagoas, cidade do Mato Grosso do Sul, abriu inquérito para apurar crimes de abuso de autoridade e constrangimento ilegal contra policiais federais e patrulheiros rodoviários federais cometidos pelos policiais paulistanas que retornavam da operação matogrossense. Os federais faziam uma operação na madrugada de sexta-feira na rodovia que liga MS a SP quando suspeitaram que uma frota de veículos civis em alta velocidade poderia ser integrada por criminosos e não por policiais civis que retornavam eufóricos com sua caça, o filho de um fazendeiro, preso, acusado de ferir um jovem filho de classe média alta da cidade, três anos atrás. Na confusão, três investigadores paulistas foram algemados e ficaram presos por cerca de uma hora na base da Polícia Rodoviária Federal, na BR-262. No boletim de ocorrência que gerou a instauração do inquérito, os policiais civis de Araçatuba disseram que foram hostilizados e até humilhados. A confusão ocorrida perto da fronteira do Mato Grosso do Sul com São Paulo chegou ao alto escalão do governo paulista. Ontem, o documento recebeu em seu gabinete uma cópia do inquérito. O que a polícia de SP quer fazer é acusar os federais de constrangimento. O que até agora ninguém contou – nem a Globo – é se essa operação tinha autorização legal, foi autorizada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, havia notificação da Justiça de Coxim, essas coisas básicas, que a lei obriga. A PF de MS alega ter recebido denúncia de que contrabandistas de armas estariam disfarçados de policiais e que passariam pelo local fortemente armados.O delegado da Polícia Civil de Araçatuba Carlos Henrique Cotait, responsável pela escolta, se defende: diz que a abordagem pelos federais foi feita “fora das normas de conduta”. Segundo ele, uma hora antes, os policiais federais do MS já tinham a informação de que a escolta era legítima e que não se tratava de contrabandistas. No meio dessa confusão estava o fazendeiro José Antonio Scatolin Filho, que foi preso por essa tropa da polícia civil paulista, que torrou dinheiro público para prender um sujeito que nem perigoso era e cujo trabalho poderia ter sido cumprido pela polícia de Coxim, se houvesse pedido neste sentido. O que este Imbroglione tem a dizer é que essa operação foi uma vergonha. A reportagem do Fantástico pareceu um “press release eletrônico”, porque escondeu informações que eram importantes, e tratou aquilo como uma ficção. Aliás, o repórter da matéria é conhecido na região de Araçatuba como empresário do setor de segurança privada, que tem – vamos dizer assim – amizade com esses policiais.

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2 Comentários

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2 Respostas para “Inquérito apura a "aventura" do Fantástico e de policiais civis de SP no interior do Mato Grosso

  1. Eu

    Falou.. Falou e não falou nada..

  2. TRIO de FERRO na cabeça !!!!

    Trio de Ferro pelo bem de SP !!

    Mercadante – Gov
    Olimpio – Vice
    Dr Guerra – SSP

    Pela Ordem e Progresso !!

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