Padre polonês transformou igreja do Rio em "masmorra erótica"; Justiça decretou a sua prisão

A Justiça do Rio decretouu hoje a prisão preventiva do padre polonês Marcin Michal Strachanowski, 44. Ele é acusado de transformar a casa paroquial da igreja Divino Espírito Santo, em Realengo, na zona oeste, numa espécie de “masmorra erótica”.

Policiais da 33ª DP fizeram buscas para tentar localizar o sacerdote.  O padre não foi localizado na paróquia. Segundo a polícia, o passaporte do suspeito foi apreendido no ano passado e a Polícia Federal já foi alertada. O  Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o pedido de prisão foi decretado pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão Dias Teixeira. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o religioso teria algemado um jovem, na época com 16 anos, a uma cama e feito sexo oral nele, na casa paroquial. A vítima afirmou que o sacerdote chegou a oferecer dinheiro com a exigência de “silêncio” e o ameaçou, dizendo que “já sabia as flores que colocaria em seu caixão”. “As provas colhidas durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes. O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes jovens para levá-los a sua casa paroquial, subestimando sua alta relevância espiritual para transformá-la numa espécie de ‘masmorra erótica’ onde submetia estes jovens, inclusive com emprego de algemas, as orgias descritas entre risos nas ‘conversinhas’ mantidas com seus amigos na internet”, escreveu o juiz na decisão. No processo, o jovem detalha as tentativas do padre em aliciá-lo, inclusive com “beijos lascivos mediante emprego de constrangimento”. O adolescente havia deixado a igreja em 2006, após dois anos servindo como coroinha, mas o sacerdote o convenceu a voltar a frequentar a paróquia em 2007. O abuso teria ocorrido próximo ao Carnaval daquele ano. “Ele solicitou a presença do jovem na casa paroquial, que estava deserta. No quarto, no segundo andar, após algemá-lo à cama, o despiu e nele praticou sexo oral e tentativa de sexo anal “, mostra a denúncia. Ainda de acordo com a denúncia, em 2006 a vítima –que exercia a função de coroinha na paróquia– se desligou do grupo religioso, sendo novamente procurado pelo padre denunciado no final do mesmo ano e no início de 2007, ocasião em que iniciaram conversação e troca de correspondências e mensagens de “cunho pornográfico” via internet. “O denunciado, ainda usando de coerção, colocou um dinheiro no bolso da vítima, e exigiu silêncio, ameaçando que todos ficariam sabendo do ocorrido. Posteriormente, percebendo a recusa do menor em receber suas ligações, o denunciado, ao ser atendido ameaçou de morte a vítima. E o perfil desenhado pela prova indiciaria sua franca capacidade de usar sua postura de padre para executar ‘lavagem cerebral'”, destaca a denúncia. O padre é acusado pelos crimes contra os costumes e corrupção de menores. Se condenado por atentado violento ao pudor, ele pode pegar até dez anos de prisão. Embora o crime atualmente tenha sido revogado por lei, à época dos fatos estava previsto no Código Penal. A Folha tentou contato com a arquidiocese do Rio, mas ainda não obteve retorno. Segundo o TJ-RJ, o padre pode apresentar sua defesa em dez dias.

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1 comentário

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Uma resposta para “Padre polonês transformou igreja do Rio em "masmorra erótica"; Justiça decretou a sua prisão

  1. ze francisco

    Imbroglione, veja no Flit do Guerra, o Valdez matador da PM foi visto num reataurante com alguns PM´s. É o fim

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