Política de extermínio: pms suspeitos de fazer 'limpeza' na zona leste de SP

A história já mostrou o que acontece

Matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje revela mais uma pista da política de segurança pública em vigor no estado de São Paulo: policiais militares são investigados por 11 mortes. São jovens pobres, moradores da periferia da Capital, que teriam sido executados. Pra que gastar tempo e dinheiro do contribuinte com o sistema judicial?

A sucessão de casos envolvendo policiais militares nos últimos dias leva à reflexão de que estaria em curso uma política de extermínio. As ações subterrâneas seriam do conhecimento dos superiores? Difícil não saberem o que acontece nos quartéis e fora deles…

Em todos os casos os matadores agem em dupla e estão sempre de moto. Outra prática sistemática é o transporte dos mortos para hospitais pelos pms que atendem a ocorrência. Prática comum também é a  supressão de cápsulas no local do crime e agora mandam moradores lavar a calçada. Se algo falhar, eles ameaçam matar o delegado que for investigaro o crime. É a doutrina do extermínio.

E a Corregedoria da Polícia Militar? Não está na hora de ser subordinada ao senhor secretário, como a corregedoria da Polícia Civil?

A história mostra que ditadores que adotaram a “limpeza” de indesejáveis como política de governo usaram unidades militares ou paramilitares para atingir este fim.  Vejamos um exemplo histórico: grupos uniformizados, militarizados, armados, treinados e doutrinariamente formados fizeram um pequeno teste na Polônia décadas atrás. Confinamento e extermínio. Com o “sucesso” do Gueto de Varsóvia expandiram a política de extermínio para o resto da Europa.Acho que nem preciso dizer de quem estou falando.

Em São Paulo, os guetos já funcionam na prática nos bairros pobres e periféricos da cidade. E os extermínios vez ou outra aparecem na imprensa.

Segue a reportagem da FSP:

Grupo de extermínio com PMs é investigado

19 dias antes de o filho ser assassinado, mãe e vítima foram ameaçados por policial na porta de casa

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Civil de SP investiga cinco policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atua em sete bairros da zona leste de São Paulo. A suspeita é de que eles tenham matado ao menos 11 pessoas.
Segundo a investigação do DHPP (departamento de homicídios), os PMs se uniram para fazer uma “limpeza” nos bairros -o alvo do grupo seriam os usuários de drogas. A hipótese dos investigadores é que as mortes tenham sido cometidas para que o grupo assuma o comando dos pontos de venda de drogas da região.
Um dos crimes investigados é o assassinato do ex-motoboy Roberto Marcel Ramiro dos Santos. Trabalhando atualmente como camelô após sofrer um acidente de moto, Santos foi morto com mais de dez tiros às 4h35 do dia 8, quando completava 22 anos.
O atentado contra Santos foi na porta de sua casa, na Vila Invernada. Dezenove dias antes de ser assassinado, Santos e sua mãe, Janete Cristina Rodrigues, 49, foram ameaçados de morte por um policial militar do 21º Batalhão, onde atuam os cinco policiais sob investigação da Polícia Civil.
“Na véspera do feriado de 21 de abril, o Valdez [policial militar identificado pelo DHPP como Valdez Gonçalves dos Santos, 36] pegou meu filho na porta de casa e fui defendê-lo. O PM olhou nos meus olhos e disse: “vou matar seu filho e depois vou matar a senhora”. O ódio dele com meu filho era porque o Cecel [Santos] fumava maconha”, contou a dona de casa Janete à Folha.

Pedido de prisão
Hoje, com medo de também ser morta, dona Janete está escondida. O depoimento da mãe e de um amigo de Santos, que viu o PM Valdez dirigindo um carro da corporação minutos antes do atentado, são a base para um pedido de prisão do policial Valdez.
O veículo da Polícia Militar dirigido por Valdez era seguido por um Honda Fit prata e um Meriva preta. Numa segunda volta pela rua onde Santos foi morto, o mesmo carro da PM já não tinha mais o policial Valdez como motorista.
Na terceira volta, apareceram apenas os carros prata e preto, de onde partiram os tiros contra o ex-motoboy.

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3 Comentários

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3 Respostas para “Política de extermínio: pms suspeitos de fazer 'limpeza' na zona leste de SP

  1. esta ai o sistema em que eles trabalham,,,, sempre foi assim, quem esta no meio policial a algum tempo sabe que quando eles matam alguem com carro descaracterizado sempre tem uma vtr. oficial dando cobertura, se acontece algum problema eles resolvem..,socorrem(mas sempre a vitima chega morta), recolhem capsulas, etc, enfim atrapalham o serviço de quem tem que chegar a autoria.

  2. alexandre

    Só quem já foi abordado pelos PMs na “quebrada” sabe o panico que sente. Estes fatos divulgados recentemente não podem ser considerados isolados pois é como a policia militar age constantemente á noite, este procedimento é pelo fato de serem militares. Vejam o absurdo : militares tomam conta de civís, isto é correto é claro que não. Esta anomalia tem que ser corrigida colocando uma policia civil preparada para proteger o cidadão.
    PS : NÃO SE PODE OFERECER AQUILO QUE NÃO SE TEM.
    Abraços

  3. yuri

    e alexandre ao menos a pm faz o serviço ;;;eeeee nao acordo

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