Salvatore Cacciola vai ao STF pedir a liberdade e jura que desta vez não fugirá do país

Estimado leitor, que este ano votará para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Você certamente não esquece quem o engana, quem rouba o país.

Pois bem, ainda deve estar fresca na sua memória o nome do ítalo-brasileiro Salvatore Cacciola, ex-banqueiro, que deu uma tunga milionária na época que os tucanos mandavam no Brasil, e decidiram fazer uma mega-desvalorização do real em relação ao dólar.

O Cacciola é um arquivo-vivo, porque sabe quem foram os homens do governo Fernando Henrique que botaram a mão numa parte dos mais de um bilhão de reais que foram ilicitamente embolsados naquele golpe fantástico, que quebrou um banco e deixou muita gente rica.

Pois é. Até agora, é história.

Mas o que eu vou lhes contar, é notícia das frescas.

Na quarta-feira desta semana que se inicia, na sessão plenária, o Supremo Tribunal Federal deve julgar o pedido de libertação de Salvatore Cacciola.

No “habeas corpus” levado ao STF, os advogados de Cacciola pedem a liberdade do ex-banqueiro, condenado em primeira e segunda instâncias por gestão fraudulenta do Banco Marka e por corrupção de servidor público (do Banco Central), que teriam causado um rombo de mais de R$ 1 bilhão.

Cacciola está preso em Bangu 8, no Rio de Janeiro, desde julho de 2008, quando foi extraditado do principado de Mônaco para o Brasil. Ele havia fugido para a Itália em 2000 -após uma liminar concedida pelo ministro Marco  Aurélio Mello- onde ficou protegido por sua dupla cidadania. Como tinha um mandado de prisão na Interpol, o ex-banqueiro foi preso em Mônaco, onde foi passar férias e gastar o dinheiro que roubou do Brasil.

Como o processo ainda está em fase de apelação, Cacciola pede o direito de recorrer em liberdade da pena de 13 anos de prisão e multa. O pedido de “habeas corpus” é baseado no princípio da presunção da inocência até que a sentença transite em julgado (não exista mais possibilidade de recursos). É para rir ou chorar? Se soltarmos o Cacciola ele vai fugir de novo.

Agora a defesa do ex-banqueiro sustenta que ele preenche os requisitos para aguardar o final do processo em liberdade. Se for solto, “não comprometerá a ordem pública e econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal”. A defesa sustenta que Cacciola teria avisado à Justiça que se mudaria para a Itália, mas 15 dias depois ele foi decretado revel no processo. O STF cassou a decisão de soltá-lo.

Aposto um pirulito que ele fugirá de novo, se conseguir a liberdade.

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