Polícia de SP bate em professor, porque a educação virou penico do governo

 

Em São Paulo, o governador manda a sua Polícia Militar bater em professores, uma categoria que se proletizou ao longo das últimas décadas.

Esta não é a primeira vez que a tropa fardada é mandada para a rua para reprimir professores. Não será a última vez que os professores vão apanhar na cara dos PM´s, outra categoria massa de manobra na mão do governo do Estado.

Desde a ditadura militar, a educação caiu em desgraça neste país. E o país caiu numa desgraça ainda maior, porque a maior mentira que temos é a escola pública paulista e também as que existem em outros Estados.

Com o salário de fome pago para o professor, não se queria uma escola melhor, não é mesmo?

Pois é. Há pelo menos duas décadas, os governantes optaram entre administrar para o povo e administrar para si mesmo e seus interesses eleitorais, políticos e econômicos.

Assim, tem-se construído neste país mais presídios do que estabelecimentos educacionais.

A escola do crime cresceu vertiginosamente muito mais do que a escola da alfabetização e da inclusão social.

E tudo indica que a escola do crime – os presídios – são melhores, porque os bandidos têm saído e entrado com pós-graduação e mestrado. Nem nos melhores filmes policiais americanos vejo tanta audácia e ousadia.

O jardim da infância do sistema criminal tem sido a Febem, que trocaram o nome para esconder essa vergonha, mas continua a mesma e um local onde as licitações milionárias carecem de uma investigação.

Aliás, cadê o padre Lancelloti? Esse sujeito é a caixa preta dessas gestões que vêm desde o governo Montoro. Só ele sabe o que acontecia ali dentro. Aliás, abrindo um parêntesis: o padre Lancelloti é uma interrogação. Surgiu do nada, não tem passado ou história; aliás, nunca estou para padre; ele deve ter sido algum agente secreto na época da ditadura, que está protegido pelos atual donos do poder paulista.

Voltemos ao nosso assunto: assim, hoje a gente não sabe onde está a luz no fim do túnel, porque a bandidagem se organizou, o Estado é corrupto, regra geral, e o povo, a classe média e os considerados da periferia, estão à margem de tudo. Santa Constituição brasileira que prega direitos amplo ao seu povo, mas isso só fica no papel, morto. A teoria é uma, a prática é outra.

Em compensação, as empreiteiras, que fazem obras faraônica, superfaturadas, estas estão cada vez melhor.

Vejam o caso da Camargo Correa, que sustenta até aquele colunista da Veja, o energúmeno do Reinaldo Azevedo. Será que a Veja sabe que ele andou recebendo dinheiro da Camargo Correia para escrever contra o PT e escrachar tudo o que não é tucano?

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo sabe, mas se cala, porque tem o rabo preso.

Se a Veja não sabe, deve ir até a Justiça Federal e requerer uma cópia do volumoso relatório da Polícia Federal, que tem lá até documentos comprobatórios de pagamento. Jornalista de aluguel é um câncer na sociedade. Quando cito o nome do Reinaldo Azevedo, me lembro de um outro, chamado Cláudio Marques, que usou sua coluna para delatar o jornalista Vladimir Herzog, levando à sua prisão e assassinato nos porões da repressão militar em São Paulo. 

Mas isso a grande imprensa paulistana se omite, sabe por que? Porque tá todo mundo contando com uma vitória do José Serra nas eleições presidentes, este homem que passou quatro anos do governo paulista só fazendo o mínimo e no fim do mandato decidiu reforçar o caixa de campanha mexendo na Marginal do Tietê, uma obra que custou caro e não vai resolver o problema do congestionamento ali.

Não me acusem de estar querendo fazer apologia à Dilma, porque eu não vou votar nela. A Dilma é outra cobra criada.      

Hoje, estou mais azedo que o normal, porque não suporto ver professor apanhar, por pedir o que lhe é de direito.

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1 comentário

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Uma resposta para “Polícia de SP bate em professor, porque a educação virou penico do governo

  1. pistola do padre chico

    “Serra, PSDB, PROFESSORES e PM.

    Mais uma vez o Governo José Serra se posiciona intransigente e não negocia. Armado pelos cassetes, bombas, balas de borracha e gases tóxicos da sua Polícia Militar, atiça a força contra os professores com a mesma virulência que empregou contra os trabalhadores policiais em 2007. O mundo observa. Serra é déspota. Carece de perfil humanitário e estadista para alçar à Presidência deste país. A Policia Militar, que quer ser chamada de Força Pública é um Estado dentro do próprio Estado. Na greve da Polícia Civil, rufiou o movimento e, chalaça do Palácio dos Bandeirantes, subornou-se com benesses que proporcionaram os maiores aumentos salariais pela via oblíqua do incremento de batalhões e unidades, manobra que desagua em substanciais gratificações de comando e promoções em massa. Agora procede do mesmo modo, chegando a estacionar postos móveis defronte às delegacias, babando no colo do governo. Mas de igual modo se beneficiará, vampirizando, do movimento da policia judiciária, se o seu projeto de reestrutura for acelerado e implementado. De quebra, para aliciar os bons olhos do governo-patrão desanca a truculência contra os professores. E Serra se sente fortalecido com seu exército particular.Há citações no sentido de que policiais militares são mal pagos. Pelo desempenho como leões de chácara do governador e do PSDB nesses episódios, ganham mais do que merecem. Afinal, quem não luta pelos salários não precisa deles. Rufianismo é rufianismo.”
    cardia – adpesp

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