Fantástico ajudou golpistas a faturar US$ 90.000.000,00

Márcio: WorkUsa ganhou ajudinha do Fantástico

Golpistas presos nesta semana por lesar mais de 8 mil pessoas vendendo empregos que não existiam nos Estados Unidos receberam uma forcinha do Fantástico, da TV Globo. Em 6 de julho de 2003, o programa exibiu reportagem na qual (des)informava sobre as vantagens de trabalhar no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. O líder da quadrilha, Márcio de Castro Ferreira, foi entrevistado como empresário especializado em arrumar empregos lá fora.

Indiretamente, a emissora ajudou os golpistas. Para a Polícia, o golpe ainda era incipiente e tinha feito poucas vítimas. Porém, depois da reportagem ocorreu um crescimento do negócio que resultou em mais de 8 mil vítimas e R$ 90 milhões para as mãos da quadrilha.

Muitas vítimas pagaram caro para se transformar em escravos, vivendo em condições degradantes, sem receber salário e sem passagem de volta. Estranhamente os que processavam os estelionatários não conseguiam avançar com o processo, porque os oficiais de Justiça não conseguiam intimar os acusados. Por que $erá?

Talvez por isso, o Jornal Nacional tenha feito apenas um breve registro das prisões. Alguém deve ter lembrado da edificante reportagem exibida pela emissora em 2003.

Quem quiser conferir a reportagem do Fantástico que ajudou os golpistas pode ver abaixo:

Quem quiser mais informações sobre o que os golpistas faziam, pode ler na matéria abaixo:

 

07/12/2009 – 17h59 Polícia prende 11 em ação contra fraude em vistos para os EUA; 7 estão foragidos ANDRÉ MONTEIRO
da Folha OnlineAtualizado às 20h26.Uma operação realizada para desarticular uma quadrilha internacional que fraudava vistos de trabalho temporário para brasileiros nos Estados Unidos resultou na prisão de 11 pessoas nesta segunda-feira. Outras sete estão foragidas, entre elas três brasileiros que moram nos Estados Unidos e um cidadão americano que vive no Brasil.

Na semana passada, 18 pessoas foram denunciadas (acusados formalmente), e, para a chamada Operação Anarquia, a Justiça expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão para serem cumpridos nos Estados de São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina. Em Mato Grosso foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Segundo a promotora Aline Zavaglia Alves, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Guarulhos, na denúncia foram identificadas 1.800 vítimas do grupo, mas a estimativa é de que 9.000 brasileiros tenham sido vítimas do esquema, que prometia um emprego nos Estados Unidos mediante pagamento de até R$ 15 mil. A estimativa é que o esquema movimentou R$ 90 milhões em sete anos. A fraude também era aplicada em países como Rússia, República Dominicana, Filipinas, Romênia e Emirados Árabes Unidos.

De acordo com Aaron Codispoti, diretor de segurança do consulado americano em São Paulo, indícios da irregularidade começaram a ser identificados em 2002, mas o Ministério Público foi informado somente em 2008, quando houve um aumento do volume de pedidos. Além da Promotoria e do consulado, as investigações envolveram a Polícia Civil –um agente trabalhou infiltrado por um ano– e autoridades americanas.

A fraude começava nos Estados Unidos, quando o representante das empresas que ofereciam vagas para estrangeiros aumentava o número de postos disponíveis. O pedido era encaminhado ao Congresso americano –responsável pela aprovação das vagas–, que autorizava a contratação.

Segundo a promotora, as empresas –hotéis, fábricas, hospitais– não sabiam do aumento ilegal do número de vagas e apenas recebiam os trabalhadores solicitados. O advogado representante das empresas, apontado como um dos mentores da quadrilha, não pode ser processado no Brasil, mas a Promotoria disse ter enviado um comunicado às autoridades americanas.

No Brasil, o documento era fraudado novamente e o número de vagas era aumentado mais uma vez. Segundo a Promotoria, a quadrilha se estruturava na forma de uma rede de empresas, que atraía as vítimas com propagandas em jornais e na internet oferecendo salários de US$ 15 a hora.

“Apenas uma pequena parte das vítimas chegava a conseguir o visto e viajar. A maior parte que chega no país ficava em situação miserável, em condições ilegais. Alguns até voltavam pelo México”, disse.

Algumas vítimas chegaram a processar as empresas, mas elas mudaram de cidade e de nome diversas vezes. Alguns dos nomes usados eram: Work USA, Job USA e TWSO.

A Promotora disse que foi feito um pedido de bloqueio de bens, com base na lei da lavagem de dinheiro, para, futuramente, ocorrer o ressarcimento das vítimas.

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5 Comentários

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5 Respostas para “Fantástico ajudou golpistas a faturar US$ 90.000.000,00

  1. Maria Antonia

    Obrigada por divulgar a data desta reportagem exibida no fantástico e também pela apresentação do vídeo, eu tenho a reportagem gravada em fita VHS, porém não me lembrava com exatidão do dia que foi ao ar. Este material será juntado a defesa da minha filha que está sendo brutalmente colocada como integrante da quadrilha internacional. Na época ela tinha 18 anos e foi estagiar na Workusa, meu marido foi conhecer o local de trabalho, que na ocasião a vaga foi anunciada pela Empresa Gelre, logo após está reportagem exibida por um canal de TV do patamar Globo, isso nos deixou tranquilos dela iniciar seu estágio no segundo semestre de 2003. Se a Globo foi enganada, imaginem uma jovem de 18 anos. Minha filha foi admitida numa empresa e não numa quadrilha. Agora se já agiam de má fé, ou isso foi após sua saída, a justiça irá apurar, ela era uma funcionária apenas e colocaram ela no mesmo saco e a estão julgando como iguais. Tanto nós, a Globo e as pessos lesadas, fomos vítimas do dono da empresa.

  2. WESLEY

    Gostaria de saber como esta o processo contra a quadrilha chamad

  3. WESLEY

    Gostaria de saber como esta o processo contra a quadrilha chamada WORKUSA,e o chefe da mesma O MARCIO DE CASTRO FERREIRA.
    Não se houve mais nada a respeito.

  4. WESLEY

    ME MANDEM NOTICIAS DOS BANDIDOS DA WORUSA

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