Lula, Sarney – chibatadas nessa imprensa pilantra

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Sarney, Lula, vocês que ficam reclamando da imprensa, está na hora de mirar no exemplo da Arábia Saudita. Lá não tem moleza para jornalista. Escreveu, não leu, o pau comeu. É assim que se controla esses libertinos, que costumam investigar as coisas e denunciar para todos aquilo que vocês querem manter escondido.
Pois vejam que bom exemplo sobre como se deve fazer: um tribunal da Arábia Saudita condenou uma jornalista de TV a 60 chicotadas após um canal da televisão libanesa para o qual ela trabalhou (e que transmite para a Arábia Saudita) ter levado ao ar confissões sexuais de um homem saudita.
As informações são da própria repórter condenada e de um advogado. Rosana, de 22 anos, não quer que seu nome completo seja divulgado. Ela afirmou que uma corte em Jeddah a sentenciou neste sábado alegando que a Lebanese Broadcasting Corporation (LBC), TV internacional para a qual prestou serviços, não tem a devida autorização para operar no reino islâmico.
A decisão de hoje segue a condenação a 5 anos de cadeia e a mil chicotadas, decidida no início deste mês pelo mesmo tribunal, de Mazen Abdul-Jawad. Foi ele quem apareceu em um programa da LBC, chamado “In Bold Red”, falando sobre sexo. O programa disseminou controvérsia no país, aliado dos Estados Unidos, e um dos mais conservadores do mundo, com forte influência e controle de clérigos muçulmanos sobre todos os aspectos da vida. “Eu não tive nada a ver com a apresentação de Mazen Abdul-Jawad”, defendeu-se a jornalista. “O veredicto é só porque eu cooperei com a LBC.”
Os estúdios da LBC, canal popular na Arábia Saudita, foram lacrados por autoridades sauditas depois do programa. O bilionário Alwaleed bin Talal, príncipe do reino saudita, é acionista da televisão.
Ninguém no tribunal foi localizado para falar em nome do Judiciário. Um porta-voz do Ministério da Informação não quis comentar o caso. “É a primeira vez em que um jornalista foi julgado em uma corte de jurisdição sumária por uma ofensa relativa à natureza de sua profissão”, afirmou Sulaiman al-Jumaie, o advogado que defendeu Abdul-Jawad.
Jawad, divorciado e pai de quatro filhos, terá de submeter-se a tratamento psiquiátrico por sua ousadia e, após cumprir sua pena, não poderá sair do país por outros cinco anos. Além disso, cinco amigos de Jawad, três dos quais aparecem no vídeo mostrado no programa, também foram declarados culpados. Eles “confessaram” diante das câmeras que, para eles, o sexo era uma parte muito importante de suas vidas. Passarão dois anos na prisão e receberão 300 chicotadas cada um.
No programa, Jawad conta que teve sua primeira relação sexual com uma vizinha quando tinha 14 anos e mostra os preservativos que guarda em uma gaveta em seu quarto. Além disso, em um carro esportivo vermelho, conta sua técnica para ligar para outros países onde o sexo não é tabu como na Arábia Saudita.

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