Presos-sardinha são enlatados em contêineres no Espírito Santo, um método criativo de tratar bandidos

Com-a-greve-dos-metroviarios-o-paulista-estaO Estado do Espírito Santo está tratando presos como sardinha.

Enlatou um bom número deles em contêineres, aqueles negócios parecidos com vagões de trem de carga que são usados para transportar mercadorias.

Os presos-sardinha estão devidamente trancafiados no presídio do Bairro Novo Horizonte, na cidade de Serra, um dos municípios mais violentos do Brasil.

O caso dos presos-sardinha está causando muito ti-ti-ti no Espírito Santo. A turma que defende presos e direitos humanos fez um monte de denúncias da situação precária, alegando que os presos estão sendo desrespeitados.

Hoje, o secretário de Justiça de lá, Ângelo Roncalli, disse que vai dar um jeito na situação até o próximo mês. O secretário está com a faca do Conselho Nacuional de Justiça no pescoço para resolver essa demanda.

Até o mês que vem todos os sardinhas-homens deixarão os contêineres e irão para um local mais confortável. Mas tem sardinhas-mulheres. Bem, essas serão retiradas dos contêineres até agosto do ano que vem. Ou seja, as presas vão passar o Natal, Carnaval, Semana Santa e Corpus Christi dentro dos contêneires, uma delícia de alojamento.

O Brasil é um país sensacional. Gasta mais dinheiro com presos do que com escolas. Foi a opção que nossos queridos governantes encontraram. Fabricam bandidos aos roldões e depois licitam presídios e penitenciárias para estocar gente. Só este ano, o Espírito Santo construiu cinco novas penitenciárias e existem mais três em fase final de conclusão das obras.

Entre 2006 e 2009, o governo diz ter gasto mais de R$ 166 milhões para fazer novos presídios. De 2002 a 2009, o número de pessoas presas no Estado aumentou 180%. Já encosta em quase 10 mil.

Se prisão resolvesse alguma coisa, a gente no Brasil estava com os problemas solucionados. O próprio secretário Roncalli diz que nas prisões não existem experiências de ressocialização para a recuperação dos condenados e os presídios, sem gestão, necessitam de um novo modelo para cuidar dos encarcerados.

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